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APÓS DENÚNCIAS: Força Nacional protege indígenas em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Justiça autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias em Mato Grosso do Sul. A medida consta da Portaria n° 1.332, assinada em 22 de outubro e publicada no Diário Oficial da União no dia 26

Redação
Por: Redação Fonte: MJSP, Funai, MPF e Agência Brasil
30/10/2026 às 15h39
APÓS DENÚNCIAS: Força Nacional protege indígenas em Mato Grosso do Sul
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Da Redação / N1 Repórter

Governo federal autoriza atuação por 90 dias em aldeias indígenas, enquanto a Polícia Federal apura ameaças contra os povos Guarani e Kaiowá, incluindo denúncia de envenenamento da água.

O Ministério da Justiça autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias em Mato Grosso do Sul. A medida consta da Portaria n° 1.332, assinada em 22 de outubro e publicada no Diário Oficial da União no dia 26. Os agentes atuarão em apoio à Funai, sob coordenação da Polícia Federal, em articulação com a segurança estadual.
A medida renova uma operação anterior e foi assinada antes do segundo turno, em 25 de outubro. Não foi criada em resposta as denúncias pós-eleição.

Comunidades Guarani e Kaiowa denunciaram ameaças de morte e intimidações após as eleições. Em Tacuru, áudios atribuídos a pessoas ligadas à prefeitura mencionam a possibilidade de colocar veneno na água consumida por indígenas da aldeia Sassoró. Um servidor municipal foi afastado, e o Ministério Público Federal cobrou esclarecimentos da prefeitura em até 48 horas.

A ameaça é alvo de investigação. Até o momento, não há confirmação oficial de que a água tenha sido efetivamente envenenada. O episódio preocupa famílias que dependem de caminhões-pipa.
Em nota publicada em 29 de outubro, a Funai e o Ministério dos Povos Indígenas informaram que acompanham as denúncias. O ministério acionou a Polícia Federal. Os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial também atuam de forma conjunta na apuração de relatos envolvendo indígenas, quilombolas e povos de terreiro.

O MPF esclareceu que imagens divulgadas como se mostrassem um ataque a indígenas em Naviraí eram de um crime sem motivação étnica ou política. Os outros episódios permanecem sob apuração.
Proteger a vida e os territórios indígenas é dever do Estado. A violência e a discriminação precisam ser investigadas com rigor, e os responsáveis, quando identificados, devem responder perante a Justiça.

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